domingo, 15 de janeiro de 2012

Pra dizer amém



Aperte o play pra ler. ;)


Que eu saiba crer quando o inverno prolongar seus dias.
Que eu saiba respirar fundo, sem afobar, acreditando no que nunca cri, que no final, as coisas sempre se acertam.
Que eu saiba ser ouvinte de mim mesma para colocar em prática todos os conselhos que por tantas vezes, proferi.
Que meu coração alcance paz na confiança em Deus, em mim.
Que eu saiba dançar as músicas do mundo sem jamais, no entanto, perder a minha própria melodia.
Que eu ame. Por e apesar de qualquer pesar. E que eu entenda, abrindo as mãos, que o amor não é um pássaro de estimação para ficar em alguma gaiola. E que eu seja um céu bonito pra nele/em mim, ele encontrar seu lar.
Que eu jamais perca a fé em minha capacidade de colorir o mundo, o meu mundo, começando por mim o que eu quero ver aqui ou ali.
Que eu tenha a ousadia de chorar quando nascer a vontade de chorar, sorrir quando quiser sorrir. Que eu não desista de mim.
E por fim, que eu sempre me lembre que a vida voa sem mim quando acredito e aceito que tudo é um jogo de azar sem fim.

Amém.




Camila Lourenço

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Bilhete de desistência



Às teorias ilusórias desse mundo, deixo aqui minha desistência.
A vida passa rápido demais para se viver brincando de Tom e Jerry.


30 Seconds to Mars - Bad Romance

Camila Lourenço

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Me afogue



Se fosse pra beber a conta-gotas, eu beberia remédio.
De amor eu quero morrer afogada, pra então, sentir que estou viva.



Camila Lourenço

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ela

Acontece que eu sou meio teimosa, 
e insisto (graças a Deus) em acreditar no que me faz bem.


Sentei no sofá pra ler e fiz questão de a ignorar. Havíamos tido uma briga feia no dia anterior e eu não estava nem um pouco disposta a ceder.
Li, sentei no chão da calçada, amaldiçoei-a. Ela e aqueles seus irmãos. Amarguei aquele ódio ressentido de mim por não conseguir me desvencilhar de nenhum deles de vez. Amarguei minhas idas e vindas daqueles que pareciam ter nascido grudado e mim. Mas, ela, ela, naquele dia em especial estava me incomodando. Eu queria a estapear. Dizer: "Vá embora. Chega! Não quero mais!" E até fiz.Quase fiz.
Sentei, lhe escrevi o mais amargo dos meus troféus e lhe dediquei o pior dos meus poemas, aquele que o coração é quem desliza pelos dedos e compõe, cada palavra, vomitando. Chorei. Achei que dessa vez era pra valer. Passei a noite em claro, olhando pra algum lugar tentando descobrir de onde ela vinha e porque insistia em ficar. Amanheci e quando sai pela porta, vi um sol imenso a sorrir pra mim, como que zombando da minha cara, dançando seus raios naquele céu naquele azul lindo de viver. E lá, no meio daquela festa que o sol, o dia, e aquela brisa fez nos meus olhos, eu a encontrei. Respirei fundo e a vi ladeada por aqueles seus irmãos que na noite anterior eu tanto amaldiçoara. Ela me sorriu, e os três: ela , o amor e a esperança me estenderam os braços pra me receber num abraço grupal e eu fui. E enquanto sentia aqueles 3 pares de braços me envolvendo como se fosse o mundo eu me vi amanhecer. Vi nascer em mim um amanhecer sem sol, um amanhecer que fiava somente nela, que naquele momento, liderava todos os outros.
Naquele dia vi que eu sem ela, a FÉ, sou como música sem melodia. Só uma nota estranha tentando se manter.


"Fix You - Coldplay"

Camila Lourenço

Pras coisas entrarem no eixo



"Fui vencida pelo cansaço"
|Luka|

Depois de muitos anos levando na tarraqueta, a gente aprende um pouco sobre o que NÃO FAZER e continua errando do mesmo jeito (grande coisa então) e se torna um ótimo conselheiro (e vê os outros se dando bem fazendo coisas que você deveria ter feito, ou não feito e fez, ou não fez, sei lá. É bagunçado assim mesmo.)
Pois bem, graças a isso eu resolvi tomar algumas decisões:
Parar com essa bagaça de seguir coração. Se eu fosse vocês, pararia também. Não, não estou falando de sonhos e tal. Quanto a esses sigam, ouçam a intuição e vão em busca do que querem. Tô falando de coração mesmo. Romance. Homem/mulher, mulher com mulher, homem com homem. Bem, cêis entenderam.
Sabe aquilo de não jogar porque não vale a pena? Repensei. Quem joga se dá bem. Quem guarda pra si o que sente, também. Então vamos jogar.
Falar de saudade, demonstrar importância, amigos, guardemos isso pra depois de algum tempo de relacionamento, pra família, pro seu cachorro ou pro gatinho da esquina (gato, de animal mesmo, tá?)
Profissional... gente, é, vivemos num mundo louco e selvagem. Isso basta sobre esse quesito, né? Não? Ok, serei mais clara: cuidemos de nós, pensemos em nós, façamos nossa parte, mas não esqueçamos de nós, e nós.
Melancolia? Fazer um acordo, eu com o pé e ela com a bunda.
Se importar com quem não merece? Pois é... tenho que levar minha cachorra pra passear. Que pena, estou sem tempo. Tsc.
Parar de ser professora, começar ser aluna e dar outro emprego para a frase "se foder".
Chega um momento em que é preciso deixar de ser rascunho pra começar ser arte final.
As vezes a gente precisa se decidir por nós mesmos.
Me prometo fazer diferente. Ou melhor, não me prometo nada, nunca cumpro mesmo.


Dancing With Myself -  Billy Idol 

Camila Lourenço
P.S: Esse texto está livre de indiretas. Qualquer semelhança com alguma coisa da vida real não é coincidência mas também não foi proposital.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011

Que seja doce, agridoce, salgada, amarga. Que seja VIDA!
Vem com tudo 2012!

E chegou a hora de dar adeus a 2011. ACABOU!!Tô quase segurando na mão do Roberto Carlos pra cantar "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi." E vivi, viu? Vivemos, né?
Um obrigada enorme a todos vocês que acompanharam o blog. Me emprestaram os olhos e o peito, e eu coloquei aqui e acolá um pouquinho da doçura (e tristeza) que a vida oferece, porque viver é bem isso mesmo: uma montanha russa de sentimentos e sensações.
E nada mais justo que um top 12 para o ano que se finda.


















E que venha 2012. Que a fé se multiplique, a atitude viralize e que o ano surpreenda!
Que em 2012, acertando, ou errando, fazendo as duas coisas, sei lá... que a gente VIVA  e CELEBRE os pequenos presentes diários.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Amar é difícil porque é fácil


Amar é simples. Sei pela dificuldade que todos encontram em exercer tal verbo. Porque é o simples que complica as nossas pernas. Porque é a dificuldade que faz brilhar nossos olhos, ainda que inconscientemente.
Amar é difícil porque a princípio, é fácil como respirar.  Basta encher os pulmões. É simples como adorar os sorrisos com covinhas, ou achar bonito o brilho dos olhos. Amar é simples, e é esse o nosso martírio.
É incrível como caras “certos” se transformam em errados, quando passam ser nossos objetos de desejo. Como pessoas que tem muito em comum e procuram a mesma porta, não conseguem unir  as mãos.
Seria cômico se não fosse triste, a dessincronia da humanidade. Da nossa dessincronia. Onde todos se procuram e nunca se acham.
Não é a má gramática da vida que nos impede de conjugar o verbo amor. É a nossa versão analfabeta e medrosa, criada pra ser individualista, louca para dividir um sonho na padaria, e medrosa o suficiente para correr quando atravessam a fronteira. Digo por mim, que de todas minhas reinvenções, ainda não encontrei uma que conseguisse não partir quando o que queria era ficar.
É a sede destemperada, o medo fantasmagórico da perda, dos sentimentos em desalinho se agigantando que nos faz assim: vencedores de causas onde perder seria a maior vitória.
Amar é fácil. Como é fácil rir das piadas daquele cômico da internet. Como se emocionar com os textos lindos da colega do trabalho. Amar é fácil como derreter sorvete no céu da boca. E é exatamente por isso que a gente não ama. Vivemos pela busca da vitória, onde perder o bem querido significa o querer vê-lo pedir arrego somente parar lhe oferecermos um sonoro e gigantesco não. Porque ser quem dá o pé e não quem leva o chute na bunda, é apetitoso demais, e amparados pelo medo de sofrer, todos querem ser os primeiros a mostrar ao outro a porta da rua, serventia da casa.
Amar é simples como gostar da comida de mãe. Como aceitar colo de avô. Como não rejeitar pudim da avó. Amar é fácil e de tão fácil, torna-se difícil.
Por que nos contaram muitas histórias de super heróis e de fadas encantadas na infância. Porque não serve a bola que está ao alcance das mãos. Tem que ser aquela, pequena, azul,  descolorida, que sabe-se lá porque ficou em nossas mãos somente durante alguns minutos e que mal lembraremos dos detalhes quando a tivermos nas mãos e depois de cansados, resolvermos a esvaziar. Porque todo mundo precisa de um drama pra ater-se a vida. Porque a dor, o medo da perda e da rejeição, ainda provoca mais borboletas no estômago que um abraço quentinho e estendido no fim da tarde. Porque temos impulso de deuses, querendo desafiar o impossível, inventando-o.
Seria piada se não fosse tragédia: Uma humanidade inteira com corações vazios querendo preenchimento, no entanto, sem nunca se permitirem, e ironicamente, tentando exatamente o oposto.
Seria fácil se fosse difícil. Porque encostar no céu é simples demais. Queremos engolir as estrelas.
E então o amor casa-se com aqueles poucos que se permitem a vida, e nós, reles mortais com síndromes de deuses, continuamos numa caçada heróica de algo que sempre esteve embaixo do nosso nariz mas, que por ser simples demais preferimos ignorar.

"E assim caminha a humanidade... 
com passos de formiga e sem vontade."


"Adele - Hiding my Heart"



Camila Lourenço